Jokic dita o ritmo, Edwards responde — mas os Nuggets seguem um passo à frente

Os Minnesota Timberwolves fizeram quase tudo certo por três quartos em Minneapolis. atacava o aro como se estivesse carregando a cidade inteira nas costas, a torcida reagia a cada explosão e o clima de “hoje dá” rondava o Target Center. Mas contra o Denver Nuggets, especialmente nesta fase da temporada, é raramente o suficiente.

A vitória por 123–112 não foi um atropelo, mas um lembrete. continua sendo o jogador que mais controla o jogo na NBA moderna. Não precisa acelerar — ele ajusta o ritmo, escolhe a zona da quadra que quer explorar e faz tudo ao redor dele funcionar com naturalidade. O Minnesota tinha intensidade; Denver tinha respostas.

O recorte do jogo evidencia bem essa diferença. Cada corrida dos Wolves era seguida por uma posse inteligente dos Nuggets: handoff rápido, corte nas costas, passe simples que desmonta a defesa. Quando Minnesota tentou dobrar Jokic, Tim Hardaway Jr. apareceu com arremessos limpos. Quando Edwards conseguiu empurrar a defesa para trás, devolveu com transições fortes. Pouco barulho, muita eficiência.

Edwards achou que nao fez sua parte. Marcou, criou, atacou o mismatch e manteve o time competitivo por longos trechos, mas não fez as cestas que deveria ter feito. Mas o problema é estrutural: Minnesota ainda vive demais da explosão do seu astro e de sequências curtas de acerto e, neste caso, não pode competir com a continuidade de Jokic. Quando a queda de Edwards acontece — e ocorreu no quarto período —, falta uma alternativa tática para equilibrar o jogo meio-quadra contra meio-quadra.

Denver, por outro lado, opera em camadas. Jokic arma, Hardaway dá espaçamento, Gordon impõe físico e a rotação não derrete. É essa estabilidade que explica o 10–2 e a sequência de sete vitórias seguidas. No Oeste, ninguém parece tão confortável em jogos grandes quanto eles.

O duelo tende a crescer ao longo da temporada. Edwards encara Jokic como quem quer desafiar o topo da liga, o que dá combustível à rivalidade. Mas, por agora, a distância entre eles ainda é mais conceitual do que emocional: Denver domina pela inteligência coletiva; Minnesota pela força individual.

E, no fim, você já sabe qual abordagem costuma durar mais.

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