Os Minnesota Timberwolves fizeram quase tudo certo por três quartos em Minneapolis. Anthony Edwards atacava o aro como se estivesse carregando a cidade inteira nas costas, a torcida reagia a cada explosão e o clima de “hoje dá” rondava o Target Center. Mas contra o Denver Nuggets, especialmente nesta fase da temporada, é raramente o suficiente.
A vitória por 123–112 não foi um atropelo, mas um lembrete. Nikola Jokic continua sendo o jogador que mais controla o jogo na NBA moderna. Não precisa acelerar — ele ajusta o ritmo, escolhe a zona da quadra que quer explorar e faz tudo ao redor dele funcionar com naturalidade. O Minnesota tinha intensidade; Denver tinha respostas.
Joker'd 🃏 pic.twitter.com/9upMIalxTp
— Denver Nuggets (@nuggets) November 16, 2025
O recorte do jogo evidencia bem essa diferença. Cada corrida dos Wolves era seguida por uma posse inteligente dos Nuggets: handoff rápido, corte nas costas, passe simples que desmonta a defesa. Quando Minnesota tentou dobrar Jokic, Tim Hardaway Jr. apareceu com arremessos limpos. Quando Edwards conseguiu empurrar a defesa para trás, Aaron Gordon devolveu com transições fortes. Pouco barulho, muita eficiência.
Edwards achou que nao fez sua parte. Marcou, criou, atacou o mismatch e manteve o time competitivo por longos trechos, mas não fez as cestas que deveria ter feito. Mas o problema é estrutural: Minnesota ainda vive demais da explosão do seu astro e de sequências curtas de acerto e, neste caso, não pode competir com a continuidade de Jokic. Quando a queda de Edwards acontece — e ocorreu no quarto período —, falta uma alternativa tática para equilibrar o jogo meio-quadra contra meio-quadra.
Anthony Edwards let it be known that the Timberwolves would of won the game if he was able to make his shots tonight. pic.twitter.com/PFSzfLCxmm
— SneakerReporter (@SneakerReporter) November 16, 2025
Denver, por outro lado, opera em camadas. Jokic arma, Hardaway dá espaçamento, Gordon impõe físico e a rotação não derrete. É essa estabilidade que explica o 10–2 e a sequência de sete vitórias seguidas. No Oeste, ninguém parece tão confortável em jogos grandes quanto eles.
O duelo tende a crescer ao longo da temporada. Edwards encara Jokic como quem quer desafiar o topo da liga, o que dá combustível à rivalidade. Mas, por agora, a distância entre eles ainda é mais conceitual do que emocional: Denver domina pela inteligência coletiva; Minnesota pela força individual.
E, no fim, você já sabe qual abordagem costuma durar mais.

